• Henrique Fernandes

A INOVAÇÃO NA ENGENHARIA CIVIL


TODAS AS ÁREAS DO CONHECIMENTO HUMANO TÊM SOFRIDO AVANÇOS ASSINALÁVEIS E A ENGENHARIA CIVIL NÃO É EXCEÇÃO.



Em conversa com um amigo de longa data, este disse-me:

“Desde que o Betão Armado foi inventado, não houve mais nenhuma inovação digna de registo na Engenharia Civil!”.

Claro que esta afirmação só pode ser feita por distração ou por desconhecimento!


Todas as áreas do Conhecimento Humano têm sofrido avanços assinaláveis e a Engenharia Civil não é exceção.


O Betão Pré-Esforçado, a integração do computador como ferramenta essencial no cálculo de Estruturas com novos métodos de cálculo, por exemplo, a generalização da aplicação do Método dos Deslocamentos, primeiro, e do Método dos Elementos Finitos depois, o surgimento de novos materiais, a saber, betões de elevado desempenho, de alta resistência, reforçados com fibras de aço (que permitem que o betão tenha uma resistência à tração não desprezável), com fibras de vidro, com laminado de fibras de carbono, auto nivelantes e/ou auto compactáveis e ainda ao aparecimento de elementos estruturais mistos aço/betão, estruturas de aço leve (LSF), etc.

No campo do processo construtivo, a Pré-Fabricação ligeira e pesada fez a sua aparição e está longe de esgotar todas as suas potencialidades.

O conhecimento adquirido foi sendo integrado na prática corrente. Hoje não é incomum ouvir-se falar em isolamento sísmico de base, por exemplo. O conhecimento que temos dos fenómenos que afetam as estruturas, e das leis constitutivas dos materiais que as compõem, conduziram-nos a processos de cálculo mais precisos e mais fiáveis. Fenómenos como os de segunda ordem, são hoje estudados, previstos e tidos em conta no processo de cálculo de uma estrutura. As propriedades reológicas do betão, bem como os fenómenos de fadiga e de corrosão dos materiais são devidamente considerados.

A procura de materiais e processos ambientalmente mais sustentáveis, conduziram-nos ao conceito de Desconstrução e da Reciclagem dos materiais de construção aquando do fim da vida útil das construções. Neste campo, há ainda um longo caminho a percorrer.


Avanços semelhantes se verificaram nas áreas da Hidráulica e da Geotecnia, com realizações assombrosas, como os diques de proteção de Veneza, para defesa do fenómeno de ácqua alta (Projecto Mose)



e os túneis sob o Canal da Mancha, Euro Túnel





e Saint Gotthard.




Dir-se-á que os exemplos apresentados são de realidades estranhas ao nosso País. No entanto, vou apresentar alguns links que demonstram que a investigação em Engenharia Civil em Portugal, está bem e recomenda-se a leitura de:


Engenheiro vence Prémio de Mérito Científico da Universidade do Minho


Professor da Universidade do Minho vence maior prémio de alvenaria


Investigador da UMinho vence bolsa de 3ME


Devo dizer que conheço pessoalmente o Professor Paulo Lourenço de quem fui aluno na minha pós-graduação.






O Professor Joaquim Barros é um amigo e um Mestre que muito respeito.


O Professor Said Jalali é um sábio cuja modéstia e delicadeza de trato, impressionam qualquer um..

Os exemplos citados têm em comum a Universidade do Minho, mas na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, no Técnico, na Universidade de Coimbra, de Aveiro, etc, muitos exemplos notáveis poderão ser elencados.

Só havendo inovação em todos os domínios da Engenharia Civil é que se pode construir mais seguro, mais económico e mais sustentável.

E é isso que vem sendo feito com um êxito assinalável.

Só os distraídos não veem!


2 de junho de 2020

Henrique Fernandes


#engenharia #engenhariacivil #engenheiro #inovação


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